Mostrando postagens com marcador Contículos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contículos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, novembro 17, 2010

Sobre a política pública de empalamentos.

Ultimamente eu tenho meditado sobre a vida, o universo e tudo mais ( tá, eu sei, dá 42...mas enfim!), e eu penso que talvez ( e só talvez), o grande problema do Brasil seja a inexistência de certas políticas públicas.
(cer)Veja bem, aqui na terra do rebolado e do carnaval, nós não temos uma política pública de empalamento. Nunca na história deste país, empalamos alguém!
Já enforcamos, esquartejamos...até já prendemos o mocinho e soltamos o bandido! Mas nunca empalamos ninguém...nunca!
A última vez em que a justiça brazuca executou alguém ( e eu não falo das arbitrariedades da PM), foi em 1876. Como é de costume no Brasil, o executado era negro, e...pobre. Trata-se de uma tradição muito antiga, e coisa e tal...
Mas bem, penso que deveríamos criar uma política, e não uma legislação, mas umas política de incentivo ao empalamento de pessoas políticamente públicas, ou apenas as PPP´s.
Poderia até haver uma bolsa, como a Bolsa Empalamento.
Mas haveriam regras: somente ocupantes de cargos eletivos, majoritários ou não, poderiam ser empalados de forma completa. Os cargos comissionados, sanguessugas que são, no máximo seriam meio empalados, de modo que ao final estariam vivos.
Funcionários de carreira, que prestaram concurso público, não receberiam o empalamento: seriam ovacionados.
Vou explicar: ovacionar, significa extrair os ovos.
"Ah, mas fulana não tem ovos, como é que faz?". Simples: enfiamos ovos nela...e depois arrancamos.
Inseridas estas políticas públicas de incentivo e valorização do dinheiro público, acredito que esta bagaça varonil teria outros ares...
Imagina só, você passa pelo Machadão, e lá em cima estão Jajá, Gari, a Borboleta, a Guerreira e a Rosa, todos com suas estaquinhas enfiadas na bunda...não é meigo?!
Talvez assim, eles soubessem como eu me sinto, toda vez que há um aumento na tarifa de ônibus, ou quando morre um pai de família no Walfredão...

sexta-feira, outubro 29, 2010

O Padrinato e a igreja sem padre.

Com tanta gente no mundo, a Valquíria tinha que chamar logo eu pra ser padrinho de crisma?
Sabe como são esses convites: num primeiro momento você se sente O Cara, todo orgulhoso porque alguém deixou de chamar o avô, pra chamar um inútil como você pra ser padrinho. Depois começa a olhar desconfiado...pensando "que diabos faz um padrinho?"...mas aí você vai lá e aceita. Não dói, é de graça e não engorda, eu tô dentro!
Isso foi a meses atrás. Uns oito eu acho...o fato é, que passamos esse tempo todo conversando pelo MSN, sempre com ela tentando me explicar como funciona o "padrinato". É algo relacionado com orientar ela, dar conselhos sobre a vida-o universo-e tudo mais, lembrar sempre que Deus existe, e que drogas matam e deixam você broxa. Primeiro você fica broxa, depois morre...enfim, depois de longas conversas, entendí mais ou menos como funciona. Só tenho dúvida se é 110 ou 220...
Dia desses ela veio me falar das notas dela, toda orgulhosa porque tinha tirado um sete em "alguma coisa que eu não lembro bem o nome". Minha primeira reação foi soltar aquela frase manjadíssima: na minha época, eu só tirava dez!, mas aí eu fiquei na dúvida se eu já tinha tirado um dez na vida...isso sem falar do constrangimento dela me pedindo aulas, e eu sem saber o quê ensinar..nãn! Constrangimento puro. Por isso me limitei a uns elogios mea-boca...diplomáticos e efusivos.
Fato é, que passados alguns meses, ela me convoca pra uma reunião de pais e padrinhos. Gelei. Fiquei sentado na igreja, olhando pras paredes...pro teto...pros quadros...aaahh os quadros...em todos eles Jesus apanha. Nunca entendí porque. Sério...Ele fez tantos milagres, mas só pintaram a fase down dele...pobre gosta mesmo é duma baixaria...enfim, a igreja me era tão estranha quanto um mastodonte pra um maquiador gay.
Primeiro veio uma música. Todo mundo cantou. É claro que eu não conhecia. Aí veio outra música, que eu também nunca tinha ouvido na vida...e junto com essa música vieram uns abraços. Todo mundo que me conhece, sabe que eu tenho abraçofobia. Principalmente com estranhos...pra fugir dos abraços, fiquei do lado de fora, tomando um vento.
Entrei meia hora depois, e ví uns casais falando algo sobre uso de drogas, put@ria na internet, e que conversar com os pais é o caminho pro sucesso! Os pais e padrinhos concordaram...os crismandos nem tanto...
Uma coisa me deixou confuso: não tinha padre na igreja. MascomoassimBial? Não deveria haver um padre?
- Não é missa, é uma reunião de pais e padrinhos...- me explica a paciente afilhada, que não se constrange com o padrinho burro.
Isso explica muita coisa, principalmente porque tinha uma bateria e uma guitarra tocando...definitivamente, preciso aprender mais sobre os católicos...
A crisma é na próxima quarta-feira. Chegarei cedo...

quinta-feira, outubro 07, 2010

Cansei! Basta...vou votar no Serra, do PSDB.

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega...

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. " É uma vergonha! ", como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha...

Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco.

É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, pode pagar uma passagem de avião e passar férias até no Exterior. É o fim...
Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.”

- Daniel Fumaça, UNB -

quarta-feira, setembro 01, 2010

O mundo de antigamente - Parte I.

Antigamente, quando eu era criança, chamávamos prótese dentária de dentadura...chapa...era o nome comum. Hoje, nos idos do século XXI, é extrema falta de educação dizer que alguém usa dentadura. Quiçá chapa!

Antigamente, chamar alguém pela cor da pele, era tão comum, quanto chamar um paraibano de Paraíba. Perto da casa da minha avó, havia uma mulher conhecida por “D. Preta Sabá”. Falar com os mais velhos, sem usar a expressão Dona, Senhora, Seu...Senhor, era uma falta de educação terrível!

D. Preta Sabá era negra, e se chamava Sebastiana. Quando lhe perguntavam o nome, ela respondia com orgulho: Dona Preta Sabá!

Não havia racismo nisso. Racismo era humilhar alguém por causa da sua cor.

A maior parte dos amigos de infância do meu pai, o conhecem por “Japonês”. O racismo é invenção do século XXI.

Se alguém não ouvia bem, dizia-se que era surdo...môco...e a vida seguia seu rumo. Nos dias de hoje, chamar alguém de surdo é tão ofensivo, quanto dizer que o Zico é vascaíno!

Hoje dá cadeia chamar alguém de “surdo banguela”!

Banguela...era tão carinhoso chamar alguém de banguelinha...coisa que somente os mais chegados diziam. Hoje virou ofensa.

Fazer “feira” era em armazém: era tão gostoso encostar no balcão de madeira, olhar as carnes penduradas por ganchos, o café torrado na hora...ali nas vistas do freguês!

Ê saudade em que éramos todos fregueses! Você chegava na mercearia, trocava um papo furado com Seu Manoel ( pronunciávamos SeoManéu), enchia a sacola, anotava no caderninho, e seguia pra casa...não haviam os clientes, com suas impessoalidades e classificações. Éramos gente, não números. Hoje quando chego ao supermercado, me perguntam o número do meu cartão, se é gold, platinum ou nacional. Deixei de ter nome. Deixei de ser gente. Passei a ser cliente. Ê saudade da mercearia da esquina....

O mundo mudou, e eu não gostei da maioria das mudanças...

sábado, março 06, 2010

O rato do Zimbábue.

Hoje apareceu um rato lá na Caixa Econômica do Zimbábue. Sério, apareceu mesmo.
Ele apareceu atrás da Nicolovski (minha colega de trabalho russa). Ela subiu na cadeira e deu um grito desesperado.
Eu ouví um grito desesperado, e notei alguém pulando numa cadeira. Fiz o que qualquer um faria: saí correndo da sala, e só parei quando cheguei no ponto de ônibus!
Meu chefe, que ouviu um grito de desespero, e viu alguém sair correndo feito o "The Flash", chamou o SAMU, a PM e sacou um grampeador e foi pra cima do que quer que estivesse causando aquele alvoroço todo!
E o rato? Bem, o rato fugiu, era pequenino o bicho....

segunda-feira, outubro 05, 2009

Guia de Banheiros - Parte I

Descobrí nestas férias, que podemos medir o grau de luxo de um lugar, pelos seus banheiros. Quanto mais bacana um banheiro, mais chique e luxuoso é uma loja, shopping ou casa.
Sem dúvida o banheiro mais bacana que eu ví nestas férias, foi o do Aeroporto Internacional de Guarulhos, seguido bem de perto pelo Terminal Rodoviário de Goiânia.
O pior lugar foi o Shopping Recife, seguido bem de perto pelo Aeroporto Internacional de Santa Genoveva, em Goiânia/GO. Vou lhes explicar o porquê. Começando pelos piores.
Imagine que você chega no "maior shopping center da América Latina", vai ao banheiro e encontra um ralo aberto, paredes pichadas, e a água que sai das torneiras lembra mais um café ralo, do que água propriamente dita. Imaginou?
Ótimo, então você sabe direitinho como é o banheiro que eu usei no Shopping Recife. Eu mencionei que nem todas as torneiras funcionavam? Pois é...nem todas funcionavam...
O banheiro do Aeroporto de Goiânia é bem limpo. Reza a lenda que há até papel higiênico!!!
No dia em que estive lá, aconteceu algo hilário. O banheiro em que eu fui, tinha apenas um mictório e um vaso sanitário. Como ambos estavam ocupados, e a urgência urgia, acabei indo ao de deficientes. Acho que o zelador do banheiro pensa que só porque o sujeito é aleijado, não usa papel pra limpar a bunda!
Se não bastasse isso, o banheiro é virado de frente pra pista de pouso, de modo que no auge da concentração, quando todo o corpo se concentra na, digamos, causa fecal, aparece um avião e pousa bem do lado do vaso sanitário!!! Imagina só o susto que eu levei...o phoda é que depois do susto, não tinha papel higiênico....
Na contra-mão destes dois, vem os banheiros do Aeroporto de Guarulhos/São Paulo e o da Rodoviária de Goiânia.
Já pensou em ir a um banheiro, com ar condicionado, música ambiente, chão impecávelmente limpo, toalhas de papel ultra-mega-macias e um perfume de lavanda no ar? Então seja bem vindo ao banheiro que eu usei no Aeroporto de Guarulhos. Mais bacana que o banheiro da Xuxa!
Seguindo Guarulhos, vem bem de perto o da Rodoviária de Goiânia, com suas torneiras automatizadas com sensor de presença, música ambiente, limpeza impecável e papel higiênico com folhas duplas no sanitário para deficientes. Um mimo. Acho que o fato de estar localizado dentro de um shopping center, contribui pra que a coisa seja mais bacana...
Se eu troco o de casa por algum deles? É claro que não!
Nada como cagar em casa.
Como diria Dorothy: "Não há lugar como o nosso lar!"

domingo, agosto 23, 2009

Yosef, o marceneiro.

Yosef anda preocupado. De uns tempos pra cá, surgem boatos.
Falam de Míriam. Chamam-na de adúltera.
Falam em cumprir os costumes. Falam em apedejamento.
Yosef sente os olhares na marcenaria. Cada um deles o acusa.
Noite dessas Yosef bebeu demais durante o jantar. Lembra de ter sonhado com um anjo.
No sonho, o anjo pedia paciência a Yosef - dizia que o filho no ventre de Míriam, era filho do Eterno.
- Era só o que me faltava...- murmura Yosef.
A muito se comentava que o filho não seria de Yosef. Míriam casara grávida. Mas quem seria o verdadeiro pai?
Míriam jurava que nunca traíra Yosef.
O sonho dizia que o pai era o Altíssimo. Yosef não acreditava nisso: o Deus hebreu não engravidava as mulheres. Isso era costume dos romanos.
Mesmo assim, Yosef continuou casado. Apesar dos boatos, e do anjo no sonho, Yosef amava Míriam. Amava mais que tudo.
Cansado dos boatos, Yosef pegou Míriam prestes a dar a luz, e rumou para Belém, na Judéia.
Chegando em Belém, Míriam deu à luz em um estábulo. Chamou a pequena criança de Yeshua, um nome comum na época, e que significava "salvação".
Após o parto, Yosef rumou com a família para Nazaré. Lá criaria o filho de Míriam como se fosse seu, até que ele crescesse e se tornasse quem o anjo prenunciara num sonho bêbado de Yosef.

terça-feira, junho 09, 2009

Acaso ao acaso

O acaso existe. E ele me conhece.
Por vezes me ama. Por vezes me odeia.
Mas na maior parte do tempo, o acaso é só um caso.
Nada demais. Nada de menos.
Tudo normal. Sempre igual.
Sempre por acaso.
E ela me conhece. Mas não me ama.
Normal. Igual.
Mas isso é por acaso.
Nada é programado. Nada foi escrito.
Tudo é por acaso.
E ela não me ama.
Mas isso é por acaso. É um outro caso.

quarta-feira, maio 13, 2009

A 121 anos atrás...

...Izabelita, a filha do Imperador Pedro II, libertou os negros da escravidão no Brasil, seguindo o exemplo de outros países, como EUA, Inglaterra e França.
Izabel libertou os escravos, e acelerou a queda da monarquia no Brasil. A mão de obra escrava sustentava a produção industrial e agrícola deste país. Um ano e meio depois, D. Pedro II se exilaria na França, onde morreria saudoso de sua pátria amada Brasil.
Algum tempo depois desse 13 de maio de 1888, milhares de imigrantes vindos de todas as partes do mundo, principalmente Itália, Alemanha e Japão, vieram substituir os negros, que de escravos passaram a párias da sociedade. Nascia aí, a figura do negro como marginal, pária social, bandido.
A minha família só viria ao Brasil 37 anos depois, na metade dos anos 20. Quando chegaram aqui, estranharam esse país enorme, de pele parda e olhos ora claros, ora escuros, mas que insistia veementemente em negar suas raízes africanas. Apesar disso, o maior ídolo futebolístico da época era negro.
Seu time, o Fluminense Football Clube, proibia o acesso de "homens de cor" ao seu salão nobre. Nascia aí o termo "time pó de arroz".
Foi mais ou menos nessa época, quando meus avós chegaram, que o Brasil teve seu primeiro negro na presidência: Nilo Peçanha.
Bem antes da obamania, nós tínhamos um negro na presidência. Na verdade, como gostam de frisar, um mulato.
Apesar disso tudo, Machado de Assis, nosso maior ícone literário, não conseguiu ser enterrado ao lado da mulher amada: a família dela considerava ultrajante, um mulato enterrado com sua filha. Se não separaram em vida, separaram em morte.
No Brasil não temos mais racismo. Temos preconceito social.
Distinção de cor é coisa de um passado distante, quase rural. Hoje preconceituamos as contas bancárias.
Ser negro é até bacana. Desde, é claro, que o negro também seja rico. Coisas da modernidade...

sábado, março 07, 2009

A teoria do jogos e o amor

Segundo o Equilíbrio de Nash e a Teoria dos Jogos, os movimentos de conquista e sedução são jogos onde normalmente a soma é diferente de zero, o movimento é simultâneo e as informações imperfeitas.
Talvez por isso prometemos mais do que cumprimos, amamos mais ( ou menos) do que somos amados e desagradamos quando queremos agradar.
Talvez isso explique o fato, daquele casal que se ama estar separado.
Talvez isso explique muita coisa.
Fato é, que no final das contas, restam boas lembranças, alguns amigos em comum e muita, muita saudade de quem um dia se amou mais que tudo no mundo, mas que existia apenas na sua cabeça. Ou no seu coração. Ou no meu.
Em ambas as teorias, são admitidos vários participantes. Nada indica que algum deles possa sair vencedor. Igual ocorre no amor.

terça-feira, março 03, 2009

Samba e Leveza

Foi na leveza
Só sentimento
E me entregou suas palavras
Como quem dava um pedaço de sí
Delicadeza foi
Disse ao meu coração
E ela me deu a intenção
Do samba que eu não fiz
Ô, sambá. É o que eu quero sentir
Ô, sambá. Quando eu te ver sorrir
Ô, sambá. Coisa melhor que eu fiz
O mundo caiu no samba
Na hora que eu te vi

- Samba e Leveza, by Lenine & Chico Science -

segunda-feira, dezembro 08, 2008

O sonho do Liso

Semana passada eu tive um sonho tão estranho quanto o cú duma gia. Pior do que filme pornô de anão.
Sonhei que eu chegava em casa, e encontrava Patrícia, uma ex-namorada, de lingerie preta, a sala de casa toda enfeitada com velas e pétalas de rosas. O fundo musical era por conta do Wando. Tudo na penumbra, inclusive o Wando.
Nesse instante, apesar de achar aquilo tudo muito esquisito, nós nos beijávamos, e ela me levava sala adentro. E eu ficava pensando em como, e porquê ela havia feito aquilo.
Nisso, quando eu chegava no centro da sala, um balde de piche caía em cima de mim. Logo após o piche, caía um balde cheio de penas de galinha.
Nesse exato momento, como se esse sonho já não estivesse esquisito o suficiente, ela puxou uma faca e gritou:
- Japonês filho da puta, vivestes como um rato. Vais morrer como uma galinha!!!
Nessa hora, eu olhava pra ela e começava a rir. Acordei rindo.
Na verdade, toda vez que eu me lembro desse sonho, eu começo a rir...
Agora me diga: esse sonho é ou não é estranho?!

sexta-feira, novembro 28, 2008

O Livro

Estou me organizando pra escrever um livro. Pensei em um romance espírita. Só falta escolher a entidade.
Pensei em alguém culto, elegante e famoso. Pensei em chamar o Pavarotti. É um nome de peso. Literalmente.
Talvez seja melhor alguém mais leve. John Lennon era bem magrinho...seria bacana.
Imaginem só a capa: "Tiros no Parque, um livro de Bony Inoue - pelo espírito de John Lennon". Ia ser bacana.
De repente, eu poderia incluir aí a Cássia Eller. Melhor não, o livro poderia ficar "masculino" demais. É muita testosterona junta.
Talvez se eu chamasse a Cássia, e o Fred Mercury pra dar um toque feminino na coisa...não, o livro ia ficar homoafetivo demais...prefiro algo mais ortodoxo.
Um pouco de suspense cairia bem. Como vai ter o Lennon, eu poderia incluir aí um assassinato. É! um assassinato á moda inglesa. Já sei, chamarei Jack, o Estripador. Para combatê-lo, incluirei Sir Sherlock Holmes.
Seria assim, John Lennon vem passeando pelo parque, aí ele vê o Jack, o Estripador, assassinando o Kenny - aquele do South Park. Daí, o Sherlock inicia uma caçada pra prender o Jack. Imagina aí o Lennon gritando:
-"Puta que o pariu, mataram o Kenny!!!"
No desenrolar da história, Sherlock descobre que na verdade o Jack é uma marionete de Átila, o Huno, que está disposto a tudo para dominar a indústria do waflle, um negócio bilionário...etc e tal...
Acho que esse livro vai vender igual a água. Certeza.
Pensando bem, é muito espírito junto...eu ia ter que me mudar pra um centro espírita!
Melhor deixar pra lá....

domingo, setembro 14, 2008

O Grampo Infernal dos Infernos

Fila de supermercado é uma fonte inesgotável de inspiração para mentes férteis como a minha.
Essa semana mesmo, estava eu na fila do Favorito Airton Senna, e eis que ouço o seguinte comentário ( a conversa era sobre o poder da orção) entre duas carolas:
- Pois é, eu oro todo dia, toda noite. Estou sempre orando! - fala a primeira, insinuando que o Onisciente é meio esquecido, daí tem que ficar lembrando ele de tudo...
- Eu também! Mas descobrí um macete na ora de orar...- Sim, tem macete pra tudo, até pra orar. É o jeitinho brasileiro de fazer as coisas...
- E como é? - pergunta a velhinha, doida pra aumentar a eficiência das suas orações!
- Você tem que orar em voz baixa, só pra sí. Porque se você orar em voz alta, o inimigo (leia-se o Capeta) ouve, e o seu desejo não se realiza!
Prontamente imaginei o Capeta, sentado em uma sala cheia de monitores de vídeo, grampeando as orações dos pobres fiéis, e pior, impedindo que elas cheguem ao Onipresente!
Se o Gilmar Mendes descobre isso, é provável que ele mande prender o Coisa Ruim, que vai assumir, de imediato, a participação da ABIN e da Polícia Federal na arapongagem celeste.
Já imagino Lúcifer depondo na CPI dos Grampos, com o devido Habeas Corpus pra falar somente o que for melhor pra ele...

sábado, agosto 23, 2008

O Português Vulgar

São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. 'Pra caralho', por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que 'Pra caralho?' 'Pra caralho' tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho; O Sol é quente pra caralho; O universo é antigo pra caralho; Eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do 'Pra caralho', mas no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso 'Nem fodendo!'. O 'Não, não e não' e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade 'Não, absolutamente não!' o substituem. O 'Nem fodendo' é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, e você fica com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no Litoral? Não perca tempo, nem paciência. Solte logo um definitivo 'Marquinho, presta atenção, filho querido, nem fodendo!' O impertinente se manca na hora e vai pro shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o 'porra nenhuma!' atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um 'PhD porra nenhuma!', ou 'ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!'.
O 'porra nenhuma', como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos 'aspone'(assessor de porra nenhuma), 'chepone' (chefe de porra nenhuma), 'repone' (responsável de porra nenhuma) e, mais recentemente, o 'prepone' (presidente de porra nenhuma).
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um 'puta-que-pariu!', ou seu correlato 'puta-que-o-pariu!', falando assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um 'puta-que-o- pariu!' dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso 'vai tomar no cu!' e sua maravilhosa e reforçadora derivação 'vai tomar no olho do seu cu!'. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passando o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: 'Chega! Vai tomar no olho do seu cu!'. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: 'Fudeu!' e sua derivação mais avassaladora ainda: 'Fudeu de vez!'. Você conhece definição mais exata e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de Polícia atrás de você mandando você parar. O que você fala? 'Fodeu de vez!'.. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de 'foda-se!' que ele fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do 'foda-se!' O 'foda-se!' aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. 'Não quer sair comigo? Então foda-se!'. 'Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!'.
O direito ao 'foda-se!' deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade e 'Foda-se!'
Millôr Fernandes.

By Ana Patrícia Furtunato, via e-mail.

quarta-feira, julho 16, 2008

O menestrel

...

Aprende que maturidade, tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve, e o que você aprendeu com elas do que quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança, que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
..

Continua aqui.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Diálogos dialogados que me deixam triste

- O sistema é dono da sua vida japa!
- É não...
- É sim! Você vive do jeito o que sistema determina. Nem mais, nem menos.
- Seria assim, se eu tivesse uma vida....

quinta-feira, janeiro 10, 2008

O trava rola

Quando era criança, Manfredo* fez um furo na fimose usando um espinho de babosa. O tempo passou, e o furo nunca fechou: Manfredo cresceu com um furo na cabeça da rola, lá na pelinha da cabeça.
Um dia Manfredo, que trabalhava em uma fábrica de bebidas, tomava banho no vestiário da fábrica: era hora de voltar pra casa.
Durante o banho, alguns colegas de trabalho entraram no vestiário armados de um cadeado, e como que num golpe de mágica, agarraram o Manfredo e passaram o arco do pequeno cadeado no minúsculo furo da pontinha da pele da rola.
Fecharam o cadeado e jogaram a chave fora, enquanto gritavam:
-"Agora você tá com a rola presa!"
Reza a lenda que Manfredo vestiu-se e foi pra casa com o cadeado preso á pontinha da pele da rola. Dizem que antes de ir pra casa, ele comprou uma serra pra cortar o cadeado.....


*Nome fictício para pessoa real.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Contículo do Dia

"Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Ele se vira para o chinês e pergunta:
-Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?
E o chinês respondeu:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores!
Respeitar a opnião dos outros, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.
As pessoas são diferentes, agem e pensam formas diferentes. Não julgue. Apenas compreenda."

By Ameba na Net.

 
http://rpc.technorati.com/rpc/ping