segunda-feira, maio 26, 2014

O hospital, a rua, e os ricos.

Ontem um flaneinha foi executado em frente a um grande hospital de Natal. Em questão de horas, recebí pelo What´s Up o vídeo dos últimos minutos de vida do rapaz.
Agora é assim: a pessoa é executada, e logo logo surge o vídeo no zap zap.
Mas não foi isso que me chocou.

O chocante, é que o rapaz foi morto em frente a um dos maiores, e mais renomados, hospitais particulares de Natal.
No vídeo, vemos vários profissionais de saúde do hospital saírem em socorro do rapaz. Uma delas checa os sinais vitais, outros fazem como outros: observam só pela curiosidade de poder saber.

Durante todo o vídeo, de aproximadamente 1 minuto, várias pessoas circundam o rapaz. Nenhuma o carrega para dentro do hospital, que é particular.

Bastava atravessar uma rua, estreita, diga-se de passagem. Se tivesse atravessado, talvez tivesse sobrevivido. Mas ele não atravessou a rua.

O rapaz não atravessou essa, e outras ruas.

Ele não atravessou a rua que separa ricos, de pobres. Se tivesse um bom sobrenome, provavelmente seria atendido.
Não precisava nem de um bom sobrenome: bastava ter um dos carros que guardava, em troca de moedas.

A rua que divide a sociedade de consumo, ele não atravessou. E isso pode ter-lhe custado a vida.

Me faz pensar em quantas pessoas, que não atravessaram esta mesma rua, podem estar morrendo neste momento. Poderia ter sido você. Ou eu...

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Em nome do pai.

A lembrança mais antiga que eu tenho dele, era uma tentativa de me ensinar a amarrar os sapatos. Eu deveria ter uns quatro anos.
Não me lembro de ter aprendido algo mais importante, do que "tentar de novo, e de novo, e de novo".
Desistir nunca fez parte da personalidade dele.
Teve cinco filhos biológicos. Criou como seus outros dois.
O sentimento que fica é estranho. Não é de perda ou de raiva. É um vazio incômodo.
Entendo que nos planos de Deus esta foi a melhor opção pra ele. Preciso acreditar nisso.
Mesmo assim, mesmo sabendo que toda dor se esvai pelo túmulo, é difícil entender o que restou.
Restou um sentimento. Um desejo de que ele tenha melhor sorte na próxima vida, e que o Todo Poderoso o acolha em seus braços. Restou aquele aperto no coração, sentimento de quem perde algo que nunca será reposto.
Sobrou o sorriso e a lembrança de conversas na mesa, comendo panetone com Coca-Cola.
Sobraram os planos pro futuro.
Sobrou a lembrança, sobrou o carinho.
Sobrou o amor, a saudade e a certeza de que esteja onde estiver, você foi um herói.
Sobrou um vazio...incômodo vazio.

terça-feira, outubro 29, 2013

A mãe, o amor e a minha deficiência.


Ontem atendí uma moça, com seus vinte e poucos anos. No colo, a filha deficiente mental. No coração, aquele amor de mãe, único, exclusivo de mãe.
Ela foi abrir uma conta poupança. A filha foi beneficiada com uma ajuda da prefeitura, pra iniciar um tratamento no Hospital Sara Kubitschek.
Na prefeitura aconselharam a abrir uma conta na Caixa Econômica Federal, por que seria o único banco que não distingue ricos de pobres. Palavras dela.
Sentí orgulho. Sempre me emociono quando relembro aos colegas de profissão, a tendência social da Caixa.
Enquanto abria a conta da menina, a mãe cantava canções de ninar, das mesmas que eu canto pra minha filha. Ela se sentia realizada. Seria a primeira vez que a filha teria um acompanhamento médico de alto nível, típico da Rede Sara. Elas viajariam de ônibus a Fortaleza/CE. Quase doze horas de viagem...
A alegria daquela mãe, com a filha deficiente no colo, me tocou. Me sentí na obrigação moral de garantir que tudo, tudo mesmo, daria certo...sentí orgulho do meu trabalho.
Naquela noite, quando botei minha filha na cama, eu cantei a mesma música que aquela pobre mãe cantava pra sua filha. Sentí orgulho disso também...
 
Ao final, é bem provável que o deficiente seja eu...

Queria poder ser desses homens muito ricos.
Ás vezes penso que existe muito dinheiro, em mãos erradas.

quarta-feira, julho 17, 2013

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Felicidade é sentar no sofá, e ter em um abraço a esposa amada, e no colo a filha adorada...sou feliz assim.

quarta-feira, abril 10, 2013

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Eu já falei que esse pantim nas Coréias é só coceira de cú?
Não dá em nada!
Igual a CPI no Brasil...diz que prende e arrebenta, e nada!

terça-feira, abril 09, 2013

 
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