segunda-feira, março 16, 2009

A vingança do Liso

Confesso que me regozijo quando entro no banco, e vejo uma patricinha na fila, que normalmente é quilométrica.
Principalmente, quando ela está com o namorado bombado. Ambos em pé, na fila.
Admito que a sensação de justiça é bem mais ampla, quando o ar condicionado está com defeito. A maquiagem começa a borrar, e o brilho de suor exclama que ela não é tão branca assim. Descubro que é mais uma mestiça. Talvez tenha vergonha de ser meio negra. Ser mestiço no Brasil é tão comum, quanto ser flamenguista. Somos uma nação de mestiços. Por isso somos tão fortes.
Mas voltando á patricinha na fila, me alegro quando noto que ela tem sede, ou que quer usar o banheiro: ambos são coletivos, e os exclusivos para funcionários, são realmente exclusivos para funcionários. Fico com aquela sensação de anjos me abraçando! Um júbilo!
Nessas horas, eu realmente começo a crer na tal justiça divina.
Ví isso hoje. Ganhei o dia. Ela era loira, e na pasta dela estava escrito: Medicina 2008 - UNP.
Tá ouvindo esse som? São anjos tocando trombetas!!!

4 comentários:

Judson Gurgel disse...

Torça para ela não fazer o mesmo contigo numa fila de atendimento em hospital...

Bony Daijiro Inoue disse...

Se eu chegar em um consultório, e tiver um diploma de medicina da UNP, eu volto na mesma hora!
;)

Anônimo disse...

Espero que eu esteja fora do seu preconceito.

Bony Daijiro Inoue disse...

Mas não é preconceito! É justiça social...
;)
Mas falando sério, é claro que eu não acredito que um profissional seja mais ou menos preparado, só pq estudou em faculdade privada, não é isso. No post, eu me refiro somente aquela classe de gente que se sente superior, só porque tem mais dinheiro do que outras pessoas. Gente que namora pensando no sobrenome da família, e na conta corrente do seu consorte. O que é claro, não é o caso de nenhum de nós.

 
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