terça-feira, março 24, 2009

Sobre o cheio e o vazio das pessoas

Algumas pessoas são altamente politizadas, antenadas com o que ocorre no mundo, sabem tudo de tudo. Elas são cheias.
Outras, não sabem quem governa o país, acham que a camada de ozônio é um tipo de cobertura de bolo, e que Obama e Osama são a mesma pessoa. Elas são vazias.
As pessoas cheias, aquelas que sabem tudo de tudo, possuem um sensibilidade comedida. São emocionalmente estáveis, e sabem que a vida tem altos e baixos. Ás vezes mais baixos que altos, mas isso é uma outra história.
As pessoas vazias, aquelas que sabem nada de nada e acham que abafam, possuem a sensibilidade á flor da pela. São emocionalmente instáveis, se emocionam por tudo e acham que apanharam muito da vida, só porque ficaram de fora daquele Carnatal de 2001.
A diferença, entre estas duas classes humanas, é que uma aproveita da vida, o melhor que ela pode oferecer, apreciam a beleza - mesmo onde não se vê beleza - e por isso costumam ser mais felizes. Pra eles, a felicidade vem a conta gotas, em medidas homeopáticas, um pouco por vez, de modo que ela nunca lhes falta.
Enquanto isso, a classe vazia ou vive intensamente feliz, como um barato de droga que se auto-injeta, ou reclama que a vida é injusta, enquanto se questiona se um dia será feliz.
A classe cheia, pondera sobre a razão custo-benefício na hora de comprar aquela bolsa. A vazia, compra uma marca.
Uma controla o dinheiro. A outra, é controlada por ele. Se dinheiro é poder, os cheios controlam o controle.
Eu oscilo entre as duas classes. Na verdade, eu cruzo pontes. Sigo o caminho do meio. Eu me adapto.
Enquanto os vazios vão a um bar porque ele está na moda. Eu vou onde é mais bacana.
Cheios e vazios se misturam, mas não se mesclam. Há uma distinção entre eles: a naturalidade.
Os cheios são mais naturais. Os vazios soam meio artificiais.
O ideal é cruzar pontes. Adaptar-se ao meio. Reconhecer pontos fortes em ambos os lados.
Não se pode nem ser cheio demais, e nem vazio demais. O ideal, é manter o copo sempre meio cheio, e ter coragem pra de vez em quando, derramar um pouco do que tem dentro. Igual a navegar, renovar é preciso. Ponto final.
 

3 comentários:

Anônimo disse...

caramba...vc tá depressivo mesmo...tô fiando preocupado!:)
Qdo foi a ultima vez q vc fez sexo? ou o famos 5 contra 1? a Aninha ainda anda por aí? quem sabe procura-la não se sentiria melhor? os amigos serão sempre amigos, se precisar sabe onde pode encontrar um ombro irmão.abraos

Alexandre Disraelly disse...

Rapa, nessa sua fase down, vai acabar escrevendo um best seller...

Bony Daijiro Inoue disse...

Deus te ouça!
Tomara que ela sirva pra alguma coisa...
;)

 
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