Ontem á noite, voltando da faculdade, me deparei com o sumo da escrotidão humana: o abandono.
Saí do Campus e peguei o 51 ( Pirangí-Rocas, via Praça), no momento em que o 51 passou pela parada de Neópolis, ví um homem com seus 40 anos de idade, em uma cadeira de rodas, se abrigando da chuva em uma cigarreira da parada dos intermunicipais. O homem estava só. Eram quase 23 horas. Chovia bem fininho.
Foi a segunda vez que o ví na mesma parada, no mesmo horário. Na verdade, passei por lá na terça-feira depois das 00:00h e ele estava lá.
Acredito que ele more lá.
Ser deficiente neste país é difícil, imagine ser um deficiente sem-teto!
As pessoas passam por ele e figem que ele não está alí. Viram o rosto.
Outro dia eu estava com o Tato, no Cidade Jardim, tomando, digo bebendo, aquele café quando um homem passa correndo e logo atrás dele um outro homem corria gritando "pega ladrão". Ninguém segurou o cara.
Da mesma forma, as pessoas viraram os rostos e fingiram que aquilo não era problema delas.
Fiquei indignado com aquilo. Na hora, as pessoas viram seus rostos pra realidade que surge. Daqui a algum tempo, quando elas estiverem na mesma situação, vão se queixar de que o poder público não lhes dá segurança ou de que é preciso debater a violência. Chega de debates, a hora é de agir.
É hora de mudar o mundo. Mudar o clima, mudar a educação, a sociedade. Mudar tudo, porque está tudo errado.
ps: não corrí atrás do ladrão porquê só notei a cena quando a vítima passou por mim e o meu sedentarismo não me permite correr...
quinta-feira, março 15, 2007
A vida como ela é...
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